segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Kant e o Criticismo no Bicentenário da Crítica da Razão Pura

Com base no texto do neokantiano da escola culturalista, Nelson Saldanha (1982), Kant e o Criticismo no Bicentenário da Crítica da Razão Pura, responda os questionamentos:
a) Por que estudar a CRP (1781) num país subdesenvolvido?
b) Qual a relação do tema da cultura com a filosofia kantiana?
c) Que significa, com base na hipótese de Miguel Reale, definir a filosofia kantiana como uma ontognoseologia?
d) Delineie o percurso da história da filosofia de Hume até Kant.
e) De que modo a metáfora platônica da caverna serve para caracterizar a filosofia kantiana?

Um comentário:

  1. JANDER DASILVA SANTOS
    Acadêmico do IV Semestre de filosofia-UCDB

    a-Início essa reposta com um fragmento de Kant:"Filosofar não significa encontrar repostas e aquietar-se com elas. Filosofar significa fazer sempre de novo as perguntas essenciais...". Talvez estudar Kant aqui ou ali não faz diferença tão significativa, pois ao meu ver, aqui ou ali, Kant será sempre pertinente e de grande relevância observá-lo. É possivel atribuir tal mérito por perceber nos seus escritos assuntos não particulares e específicos, mas universais, ou seja, do enteresses de todos.

    b- A universalização. O problema é que o conceito de cultura é de caráter universal. Se por um lado Kant inaugura a filosofia moderna, ele acaba se relacionando com todo um padrão cultural racionalista e ilustrado, mas é apenas "reflexo" dos condicionamentos ditos materiais, segundo Nelson Saldanha.
    A proposta de Kant é uma filosofia de base racionalista e a relação com a cultura se dá numa espécie de multiculturalismo, ou seja, a constatação de que o universal não é universal. "Olhada de perto é como uma colcha de retalhos de multicores".

    C-Significa que a filosofia Kantiana está dentro de uma filosofia iluminista. Temos que entender também a filosofia kantiana, como uma filosofia iluminista e racionalista, numa relação multicultural com a realidade.

    d-Hume desperta Kant do sono "dogmático".
    -Hume---ceticismo: o conhecimento propriamente dito constitui uma "separação" dos dados da experiência.
    -Relação com um padrão cultural racionalista e ilustrado.
    -A préocupação com a própria problemática do conhecer.
    -A doutrina de Kant pode ser situada dentro de uma sequência de posições intelectuais, oriundas e basicamente daquele intelectualismo grego e refinadas por sucessivas sutilizações.

    e-Para Kant a atividade filosófica é identificado com um estado de vigília. Aquele que não pensa está dormindo. Sair da caverna e despertar do sono, é sair do estado de minoridade.
    O problema para Kant é o que posso Conhecer.

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