quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mônada

O Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano, Martins Fontes, São Paulo, 1998 esclarece que por ter significado diferente de Unidade (v.), esse termo designa uma unidade real inextensa, portanto espiritual. Giordano Bruno foi o primeiro a empregar esse termo nesse sentido, concebendo a M. como o minimum, como unidade indivisível que constitui o elemento de todas as coisas (Deminimo, 1591; De Monade, 159D- O termo foi retomado no mesmo sentido pelos neo-platônicos ingleses, especialmente por H. More, que elaborou o conceito das "M. físicas", inextensas, portanto espirituais, como componentes da natureza (Enchiridion Metaphy-sicum, 1679, I, 9, 3). A partir de 1696, Leibniz lançou mão desse termo para designar a substância espiritual enquanto componente simples do universo. Segundo Leibniz, a M. é um átomo espiritual, uma substância desprovida de partes e de extensão, portanto indivisível. Como tal, não pode desagregar-se e é eterna; só Deus pode criá-la ou anulá-la. Cada M. é diferente das outras, pois não existem na natureza dois seres perfeitamente iguais (v. Identidade dos indiscerníveis). Toda M. constitui um ponto de vista sobre o mundo, sendo, portanto, todo o mundo de determinado ponto de vista (Monad., 1714, § 57). As atividades fundamentais da M. são a percepção e a apetição, mas as M. têm infinitos graus de clareza e distinção: as providas de memória constituem as almas dos animais, e as providas de razão constituem os espíritos humanos. Mas a matéria também é constituída por M., ao menos a matéria segunda, já que a matéria primeira é a simples potência passiva ou força inercial {Op., ed. Gerhardt, III, pp. 260-61). A totalidade das M. é o universo. Deus é "a unidade primitiva ou substância simples originária; todas as M., criadas ou derivadas, são suas produções e nascem, por assim dizer, por fulguração contínua da divindade, de momento em momento" {Monad., § 47). As características dessa doutrina de Leibniz reaparecem sempre que os filósofos recorrem ao conceito de M., e estão substancialmente presentes nas doutrinas metafísicas do espiritualismo contemporâneo. Atente-se para o sabor leibniziano do seguinte trecho de Husserl: "A constituição do mundo objetivo comporta essencialmente uma harmonia de M., mais precisamente uma constituição harmoniosa particular em cada M. e, por conseguinte, uma gênese que se realiza harmoniosamente nas M. particulares" {Cart Med., § 49) (v. Espiritualismo).
MONADOLOGIA (in. Monadology, fr. Monadologie, ai. Monadologie, it. Monadologid). Este termo serviu a Leibniz de título à breve exposição de seu sistema, composta a pedido do príncipe Eugênio de Savóia, em 1714. O termo permaneceu para designar a doutrina das mônadas. Kant intitulou M.physica um escrito de 1756. E o termo desde aquela época ocorre freqüentemente (cf. p. ex. Renouvier e Prat, Nouvelle monadologie, 1899).

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Filosofia da Internet

Entre os teóricos importantes para o filósof refletir sobre as novas tecnologias da informação e comunicação, temos de citar o filósofo Pierre Levy para quem a internet tem um grande potencial de reforçar a democracia, usando como argumento que os estado onde não há democracia, o acesso à rede mundial também é censurado, além da possibilidade de postar conteúdo na rede e não ser apenas consumidor passivo das mídias de massa tradicionais. Outros nomes relevantes nos estudos de midialogia são o matemático Symour Papert e o professor José Armando Valente (UNICAMP).
O filósofo como um profissional que vive e reflete sobre a pólis não pode negligenciar esta ágora digital que é internet...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Regras para a Direção do Espírito

O conceito de espírito na filosofia cartesiana é oposto de matéria, extensão e é indivisível, porém seu significado é eu mesmo enquanto sou uma coisa que pensa. O livro Regras para a Diureção do Espírito é uma obra póstuma e inconclusa de René Descartes (1596-1650), considerado pai da modernidade por ter rompido com o aparato conceitual da escolástica medieval para edificar seu própriop sistema. Por isso, considerado fundador da filosofia moderna...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Descartes e a Modernidade

Decartes é o pai da modernidade porque foi um filósofo clássico (influenciado por Platão, Sócrates, Agostinho e Galileu) no sentido de construir um sistema amparado por uma metafísica (mecanicista) e em uma teodicéia (teologia natural), porém a novidade de sua filosofia está no fato de que sua visão matemática de mundo procurar estabelecer um fudamento sólido de natureza matemática para a filosofia, projeto do século XVIII. A este respeito é possível consultar o Discurso sobre o Método e a História da Filosofia Moderna de Giovanni Reale, volume II. Recomendo também a leitura do Iluminismo e os Reis Filósofos do prof. Salinas. Não podemos deixar de mencionar a queda deste filósofo pelo desejo de controle sobre o mundo mediante a aplicação de um método que desembocará numa razão instrumentalizado tão coerente cos os anseios da nova classe social que se estabeleceria no poder com a Revolução Francesa. Livro indicado para leitura: REGRAS PARA A DIREÇÃO DO ESPÍRITO.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Modernidade Desejada

Descartes, um dos pais franceses da modernidade, defende o método racional como princípio passível de compreender-interferir (n)o real. Tinha a pretensão de construir um sistema, anunciado no Discurso do Método (1632). Será a razão um princípio capaz de dar conta do real? Não terá a razão, decorridos 400 anos do grande racionalismo do século XVII, instrumentalizada pelo capitalismo e convertida em produtos à venda nas prateleiras?

domingo, 3 de maio de 2009

Filosofia e Pólis


Filosofia é uma criação da pólis, embora se refira a tradições anteriores a esta. Assim, filosofia trata dos problemas da vida prática, social, coletiva, dos homens, ao contrário do que afirmam os puristas e detratores deste tipo de saber. Outra conclusão possível é que tratar de política e normatização da vida coletiva é assim atividade do filosófo, além do que, esta disciplina não se presta somente a refletir, mas trata do fundamento da ação, da sua ética ou da falta de ética. A coruja é o símbolo da filosofia, animal observador, levanta vôo noturno e imagem relacionada à deusa Minerva, personificação da justiça.