terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quem tem medo de filosofia brasileira?

O artigo, assinado por Antonio Paim, escrito no início dos anos 80, publicado no Estado de São Paulo e reeditado pela revista presença troveja contra a Filosofia da Libertação, sua presença no departamento de filosofia da PUC, associa esta modalidade de filosofia à teologia de libertação e transformação da filosofia em aparelho ideológico do partido comunista de influência soviética. Além disso, afirma que a filosofia brasileira parte do rompimento com o positivismo e explora as categogias culturais a partir do neokantismo. Para seguir a conversa responda nos comentários as seguintes questões:

1 - Qual a instituição de Paim, ano em que o texto foi escrito e o veículo em que foi publicado?
2 - Que é filosofia brasileira? qual sua relação com os neo-kantianos?
3 - Quem são so inimigos da filosofia brasileira?
4 - Quais as diversas tendências da filosofia católica no Brasil atualmente?
5 - Aponte o contexto do artigo de Paim e o posicionamento dele em relação ao autoritarismo?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Danton: o processo da Revolução

Por Reymond e André, acadêmicos de Filosofia/UCDB.

O século XVIII foi um período no qual floresceram muitos ideais entre os quais figura ideal de homem aventado pelos filósofos Iluministas que basicamente é um homem que faz o uso de sua razão a qual o livra da obscuridade, da superstição e, consequentemente, do medo e da sujeição provenientes da ignorância.
O filme Danton (França, 1983): o processo da Revolução se passa no final desse século, portanto, dentro de um contexto de efervescência de ideais eminentemente iluministas os quais são buscados em outras situações históricas de outros países que proclamaram sua independência em relação aos sistemas monárquicos. Desde esse ponto de vista, o grande feito da revolução francesa se deve em grande parte ao sangue de outros povos que não os franceses como genitores de uma mentalidade de liberdade que, em primeira instância, encantou os filósofos como, por exemplo, Voltaire, Rousseau, D’Alembert, Diderot, entre outros.
Traço significativo do filme é o assento nos Direitos do Homem os quais foram proclamados durante a revolução francesa como coroamento da vitória sobre o regime absolutista que os ignorava por completo. Tal assento se dá em dois momentos, logo no inicio e bem no fim. No inicio do filme uma empregada de Robespierre ensina ao seu irmão os direitos do homem e no final, depois de ter sofrido para decorar, o menino (irmão da empregada) os proclama ao mesmo Robespierre. Fato interessante dessa cena é que, neste momento, o líder dos jacobinos está numa grande crise de consciência justamente por estar cônscio de que está infringindo os direitos do homem instaurando um período de decapitações dos rivais entre os quais está George Danton à revolução- no seu entender- o que ficou conhecido como o Terror.
O processo que deu consecução a revolução francesa possui esse paradoxo, ou seja, proclama os direitos do homem, mas os negligencia em prol de um regime totalitarista. Então, cabe a pergunta: direitos de que homem? Direitos somente para os homens? Direitos para quais homens?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

La Filosofía Americana como Filosofía Sin Más

Para Leopoldo Zea, autor de La Filosofía Americana como Filosofía Sin Más (1969), obra na qual debate com Salazar Bondy (1968) comenta que o preconceito com relação ao Novo Mundo manifestou-se também no âmbito da filosofia, pois na América Latina, este debate culminou na pergunta sobre nosso direito ao Verbo, ao Logos ou a Palavra, isto é, a filosofia. Esta classe de pergunta somente é feita na América devido à sua identidade descoberta, conquistada e colonizada.

domingo, 2 de agosto de 2009

Filosofia Intercultural

Raúl Fornet-Betancourt, filósofo e ensaísta, é professor na Universidade de Bremen (Alemanha) e coordenador do programa de Ética do Discurso e do Diálogo Norte/Sul. Na coletânea Alteridade e Multiculturalismo, organizada por Antonio Sidekum, (Editora Unijuí, 2003, p. 299-316) escreve sobre os Pressupostos, limites e alcances da filosofia intercultural. Para debate, proponho as seguintes questões sobre este artigo:
01 – Do que trata a filosofia intercultural, qual a relação com a filosofia da cultura e que novidade esta área traz em relação à filosofia acadêmica?
02 – Qual o terceiro pressuposto da filosofia intercultural e qual sua novidade paradigmática?
03 – Qual o ponto de partida teórico da filosofia intercultural? A filosofia relaciona-se com etnia ou cultura.
04 – Explicite o programa da filosofia intercultural para a filosofia universal.