Autores: Leopoldo Zea, Danilo Marcondes, Hilton Japiassú, Raul Fornet-Betancourt, Antonio Paim, Gabriel Santiago.
Temas: A filosofia brasileira e latino-americana é original? Quais as etapas da filosofia brasileira? Quais as instituições e veículos mais relevantes? Há relação da filosofia brasileira com o neo-kantismo? Que é filosofia da libertação e qual seu contexto?
O primeiro problema gira em torno da originalidade a filosofia feita na América Latina. Duas são as respostas: de que não há qualquer originalidade, ou é possível uma originalidade total. Burlacqua, pressupõe uma larga e profunda base de meditação nos vários domínios do saber humano. Também expõe que os brasileiros copiam o pensamento europeu, sem uma escola própria. Da mesma forma, para González Ochoa, para quem é impossível falar em filosofia latino-americana, em decorrência do fato de termos um espírito de colonizados.
ResponderExcluirPara Gomes, há possibilidade da elaboração de um pensamento latino-americano original, surgido da própria realidade e do esquecimento da filosofia européia. Cita o exemplo do compositor brasileiro Noel Rosa, de que filosofia, é como samba, não se aprende no colégio.
Para Palacios, a América Latina sente a necessidade de produzir uma filosofia, original, com fundamentos da realidade do povo.
A visao de Saiazar Bondy é a de que uma filosofia latino-americana é possível através da superação dos atrasos. Já o mexicano Vasconcelos expões a apreensão emocional do mundo, que ocorre na vivência estética. O povo latino-americano é uma raça emotive.
Mariátegui destaca que os pensadores locais tem pensamentos oriundos da sua educação nas escolas européias. Isso não significa que seja impossível a aparição, no futuro, de uma filosofia tipicamente latino-americana, na medida emq ue forem incorporadas à meditação filosófica as culturas indígenas. Deve os pensadores latino-americanos saber assimilar a seiva do pensamento universal, que circula nas veias da filosofia européia.
Marx Valienilla considera possível uma filosofia latino-americana, através do metódo heideggleiano da hermenêutica existencial. A originalidade, pressupõe duas coisas básicas: o conhecimento aprofundado do patrimônio filosófico da humanidade e, de outro, explicação da forma peculiar em que, no decorrer da história, o homem latino-americano tem vivido sua experiência de ser a qual, por ser limitada, caracteriza-se por algumas notas particulares.
De acordo com Vallenilla a originalidade consiste na diversa forma de compreender o ser e, portanto de objetivar o seu sentido e até as suas significações categoriais.
Miró Quesada apresenta duas vias: a dos que pensam apartir da América Latina, os problemas do homem latino-americano. Esta tarefa está sendo realizada pela terceira geração de pensadores latino-americanos, sendo que a primeira foi a dos patriarcas ou fundadores (Alberdi, Rodó, Korn, Vaz Ferreira, Mohina, Farias Brito) e a Segundo foi a dos consolidadores ou forjadores (Romero, Astrada, Anquín, Figueiredo, Amoroso Lima, Mariátegui, Ramos, etc).