Raúl Fornet-Betancourt, filósofo e ensaísta, é professor na Universidade de Bremen (Alemanha) e coordenador do programa de Ética do Discurso e do Diálogo Norte/Sul. Na coletânea Alteridade e Multiculturalismo, organizada por Antonio Sidekum, (Editora Unijuí, 2003, p. 299-316) escreve sobre os Pressupostos, limites e alcances da filosofia intercultural. Para debate, proponho as seguintes questões sobre este artigo:
01 – Do que trata a filosofia intercultural, qual a relação com a filosofia da cultura e que novidade esta área traz em relação à filosofia acadêmica?
02 – Qual o terceiro pressuposto da filosofia intercultural e qual sua novidade paradigmática?
03 – Qual o ponto de partida teórico da filosofia intercultural? A filosofia relaciona-se com etnia ou cultura.
04 – Explicite o programa da filosofia intercultural para a filosofia universal.
01 – Do que trata a filosofia intercultural, qual a relação com a filosofia da cultura e que novidade esta área traz em relação à filosofia acadêmica?
02 – Qual o terceiro pressuposto da filosofia intercultural e qual sua novidade paradigmática?
03 – Qual o ponto de partida teórico da filosofia intercultural? A filosofia relaciona-se com etnia ou cultura.
04 – Explicite o programa da filosofia intercultural para a filosofia universal.
OGOMAR JOSÉ MOHR JUNIOR
ResponderExcluir01- A filosofia intercultural se trata de não só a Filosofia ser uma disciplina acadêmica, transmitida em sala de aula de maneira fechada e pronta, mas algo que se constrói ao longo das aulas e se leva para fora das salas de aula. É algo que perpassa os muros das escolas e começam a fazer parte de todas as nossas ações diárias, discussões. Ela constrói a história da humanidade. Busca facilitar uma compreensão filosófica das culturas.
02- É um movimento "multidisciplinar e internacional". Busca afrontar um dos maiores desafios da sociedade: que é fazer com que os seres humanos vivam de maneira mais solidárias, independente de sua cultura, tradições, identidade religiosa. Tornar próximos os seres humanos.
03- Em primeiro lugar devemos considerar a filosofia como uma experiência da humanidade, ou seja, em cada lugar, em cada cultura onde haja um ser humano aí há a filosofia, aí há o filosofar. Em segundo lugar, se consideramos esse primeiro ponto como válido, devemos deixar de lado o conceito de filosofia como ciência fechada, com moldes prontos herdados da Grécia antiga, pois já não é o centro da Filosofia, mas sim, mais uma cultura a filosofar com as outras. Resumindo, o ponto de partida para a Filosofia Intercultural é a desocidentalização dos pensamentos e o levar em conta cada cultura que faz a filosofia contemporaneamente com todas as outras.
04- “- Uma Filosofia Intercultural fundada, sobretudo, no labor de interpretação e compreensão das 'superposições' culturais e que deveria, por isso, cultivar-se, fundamentalmente, como uma atitude hermenêutica intercultural.
- Uma Filosofia Intercultural entendida como construção da filosofia, desde a consulta das distintas tradições de pensamento da humanidade e como desenvolvimento de um 'polilógos' entre as muitas línguas que fala a Filosofia.
- Uma Filosofia Intercultural como proposta de uma radical transformação da Filosofia. Desde o reconhecimento de suas fronteiras atuais com outras formas do pensar, como, por exemplo, a teologia; e com a finalidade expressa de reconfigurar a tarefa filosófica como uma atividade libertadora no mundo de hoje.”
Ogomar, resposta bem construídas. Acrescento, com base em Leopoldo Zea, um novo conceito: filosofar é exercer o logos e o logos, embora hajam pretendentes, não possui um só dono.
ResponderExcluirUNIVERSALIDADE CATÓLICA DOM BOSCO
ResponderExcluirFILOSOFIA – 6º SEMESTRE
HISTORIA DA FILOSOFIA IV
LILTON HENRIQUE SIMÕES
I - O que trata a filosofia intercultural, qual a relação com a filosofia da cultura e que novidade traz em relação à filosofia moderna?
A filosofia intercultural é a proposta de uma nova transformação da filosofia, visto que a história da filosofia se dá não apenas em sua historicidade como em seu próprio processo de transformação. A filosofia intercultural não é apenas uma proposta de uma nova disciplina da filosofia, como uma proposta de se estudar um novo campo da realidade como pode-se dizer da filosofia da cultura, mas uma reconfiguração da filosofia. Sua maior preocupação não está no estudo das diferentes culturas, mais sim, de “pistas culturais que permitam a manifestação polifônica daquilo que chamamos de Filosofia desde o multiverso das culturas” (p. 300). O que coloca esta nova proposta de Filosofia em confronto com a filosofia moderna é a intenção de destituir um centro (a filosofia como algo que se dá na cultura greco-ocidental) que ignora o restante da realidade (outras práticas filosóficas etc.), para uma Filosofia que aborda toda a realidade que é multifacetada.
II - Qual o terceiro pressuposto da filosofia intercultural e qual sua novidade paradigmática?
A filosofia intercultural, nascendo de um movimento multidisciplinar e internacional, não é um fenômeno isolado é, portanto, global. Tem a característica “afrontar um dos maiores desafios que nos coloca nosso mundo histórico atual: o desafio da convivência solidária – e não apenas pacífica – entre seres humanos das mais distintas procedências culturais” [terceiro pressuposto] (p. 300-1). Sua inovação é a proposta de abertura para comunicação entre culturas, local onde se constrói práticas filosóficas distintas.
III - Qual o ponto de partida teórico da filosofia intercultural? A filosofia relaciona-se com etnia ou cultura?
Uma realidade multifacetada culturalmente; uma realidade que se impõe como multifacetada, multi-cultural. Quando põe em questão a visão monocultiral aponta para a cultura ocidental; sabemos que o ocidente (Europa) não é formada por apenas uma etnia; ademais, a proposta da filosofia intercultural diz de uma reconfiguração da Filosofia que abarque todas as práticas filosóficas que se constroem em diferentes “culturas”, portanto, podemos intuir que, segundo o texto referencial, a filosofia relaciona-se com cultura e não com etnias.
IV - Explicite o programa da filosofia intercultural para a filosofia universal.
A Filosofia que se pretende parâmetro para as práticas filosóficas é na verdade a prática filosófica ocidental. É em vista dela que se emoldura a realidade e os discursos; a filosofia ocidental se impõe como universal e exclui as demais práticas filosóficas.
O que a filosofia intercultural propõe é uma nova organização da Filosofia de modo que se possibilite uma “manifestação polifônica” da Filosofia a partir do “multiverso da cultura” – e numa postura de diálogo.
Esta sim seria uma Filosofia Universal e não somente o domínio de uma prática filosófica sobre as demais – Filosofia restringida ou restritiva.
jonathan olafsom fernandes
ResponderExcluir01-A Filosofia intercultural tem como objetivo a valorização do pensamento filosofico como forma de reflexão de todo indivíduo, seja na academia, seja fora dela, com isso, se firma um modo de perceber e refletir a realidade buscando construir a história e compreender a cultura humana em suas várias faces e ações.
02-A filosofia Intercultural tem como fim mediar as relações entre seres huamnos, não importanto as diferenças de credos ou culturas, porem respeitando cada uma destas, e afirmando a pessoa como ponto fundamental para o desenvolvumento da sociendade humana.
03-A Filosofia intercultural parte da critica as conciencias totalitárias que impõe qualquer tipo de objetivação dos individuos que não pertencem a mesma cultura, ou grupo ou ainda família, ou seja, esta filosofia é uma forma de comungar dos valores de ser humano, sem as distinções impostas por ideologias estatais.
04-a Filosofia intercultural fundada num trabanho de interpretar para compreender, como um movimento hermeneutico. Desenvolvida no contexto das várias linguas que se decantou a reflexão filosófica e que hoje são base destas reflexões. uma auto-consciencia da filosofia, observando seus limites atuais e se tranformando, num movimento de desenvolvimento para se chegar a melhorias da filosofia como ponto de partida e feramenta de análise para a libertação da razão humana enquanto tal.
EULLER DA SILVA - 6º SEMESTRE DE FILOSOFIA
ResponderExcluirRespostas:
1- A filosofia intercultural é dinâmica, ou seja, não se fecha em si mesma e está sempre se construindo. O seu fim não se dá dentro da sala de aula porque a sua ação acontece na realidade concreta. Ela vem ser um suporte a mais para uma melhor reflexão filosófica das culturas.
2- O terceiro pressuposto corresponde por ser um movimento multidisciplinar e internacional. E a novidade é fazer com que os seres humanos vivam de maneira mais pacífica e solidária, independentemente das diferenças culturais, religiosas, tradições etc.
3- O ponto de partida da filosofia intercltural é a de que não existe um pensamente que vigore absolutamente, ou seja, é preciso considerar todas as culturas e não somente uma em especial. E como foi exposto em sala, onde existe um ser humano, aí existirá um filosofar que tende a ser diferente de outro. A filosofia intercultural se relaciona com a cultura.
4- A filosofia intercultural está assentada a partir de uma hermenêutica intercultural. Por isso, esta filosofia deve ser entendida como uma construção da filosofia e como uma propopsta d e transformação da Filosofia.
1- A filosofia intercultural ultrapassa a maneira de disciplina acadêmica, como sentido fechado e pronto. Seu modo de conhecimento é através da construção progressiva do conhecimento e vivência cotidiana.
ResponderExcluirDessa forma, construtora da história da humanidade. Busca uma compreensão filosófica das culturas.
2- Presume um movimento “multidisciplinar e internacional”. Propõe um grande desafio para a sociedade, despertar nos seres humanos a vivência de maneira mais solidária, independente de sua cultura, tradições e identidade religiosa.
3 – Prima, devemos considerar, a filosofia como uma experiência da humanidade, salientando que a o filosofar depende da vivência do homem.
Por segundo, ignora o conceito de filosofia fechada, com moldes prontos herdados da Grécia antiga, pois já não é o centro da filosofia, mas sim, mais uma cultura a somar com as outras. O ponto de partida para a filosofia Intercultural é a desocidentalização dos pensamentos e o leva em conta a particularidade de cada cultura.
4 – Filosofia fundada no trabalho de interpretação e compreensão das superposições culturais, cultivando-se como uma atitude hermenêutica e intercultural .
Por primeiro, uma filosofia entendida como construção de filosofia, distinguindo tradições de pensamento da humanidade. Proposta radical de transformação da filosofia no seu modo de pensar e analisar.
Visando inovar a tarefa filosófica como uma atividade libertadora.
Segundo o texto “Pressupostos, limites e alcances da filosofia intelectual, de Raul Fornet – Betancourt (p. 299-316) responda:
ResponderExcluir1) O que trata a filosofia intercultural, qual a relação com a filosofia da cultura e que novidade traz em relação à filosofia moderna?
A filosofia intercultural propõe uma nova transformação na filosofia, uma vez que a história da filosofia não se perpassa apenas em sua historicidade, mas em seu próprio processo de transformação. Não se trata apenas de uma nova disciplina, mas é de fato uma reconstrução da filosofia.
Seus objetivos estão na apresentação de “pistas culturais que permitam a manifestação polifônica daquilo que chamamos de Filosofia desde o multiverso das culturas” p. 300. Dessa forma, esta nova proposta de Filosofia é colocada em convergência com a filosofia moderna, onde a intenção de “desconfigurar” o centro (a filosofia como algo que se dá na cultura greco-ocidental) que não contempla o restante da realidade, para uma Filosofia que abarque toda a realidade que é multifacetada.
2)Qual o terceiro pressuposto da filosofia intercultural e qual sua novidade paradigmática?
A filosofia intercultural não é um fenômeno isolado, ademais ela é global, pois, nasce de um movimento multidisciplinar e internacional que tem como característica afrontar o desafio da convivência solidária entre seres humanos das mais distintas procedências culturais. A novidade que traz é a proposta de abertura para comunicação entre as culturas, local onde se estabelece práticas filosóficas interculturais.
3)Qual o ponto de partida teórico da filosofia intercultural? A filosofia relaciona-se com etnia ou cultura?
O ponto de partida é uma realidade multifacetada culturalmente, que se impõe como multi-cultural. Quando põe em questão a visão monocultural apresenta uma cultura ocidental; pois bem sabemos que o ocidente europeu não é formado por apenas uma etnia; aliás, a proposta da filosofia intercultural vem “conectar” as práticas filosóficas que se dão em diferentes “culturas”, dessa forma, podemos é plausível considerar que segundo o texto a filosofia relaciona-se com cultura e não com etnias.
4) Explicite o programa da filosofia intercultural para a filosofia universal.
A filosofia ocidental se coloca como universal e exclui as outras práticas filosóficas, assim a filosofia intercultural propõe é uma nova organização da Filosofia de modo que se possibilite uma “manifestação polifônica” da Filosofia a partir do “multiverso da cultura”. Esta sim seria, de acordo com o texto uma filosofia universal e não somente o domínio de uma prática filosófica sobre as demais, que seria uma filosofia restringida.